O quinto álbum de estúdio de inéditas da banda Maroon 5 foi lançado no dia 29 de agosto e apesar de ser menos pop e pronto para as rádios do que o Overexposed de 2012 ainda deixa a banda num patamar tão pop quanto se compararmos com os trabalhos anteriores (não vou negar que bate uma saudade de Songs About Jane, It Wont' Be Soon Before long e Hands All Over). O que você vai conferir é uma análise faixa por faixa e não me bata, eu sou bem crítico quando o assunto é música.
Maps
“So I'm following the map that leads to you, the map that leads to you, ain't nothing I can do – following, following, following...”
Com um refrão chiclete desses é fácil saber qual é a mais radiofônica do álbum e entender muito bem o motivo por ela ter sido escolhida como lead single. É ruim? Nem de longe. É clichê? Um pouco, quase raspa o óbvio, mas quando se trata de Maroon 5 o conjunto precisa ser levado em conta e o que temos aqui é uma canção redondinha, seus arranjos casam com a letra, a melodia segue flutuando pela sua mente depois de ouvir, ou seja, do ponto de vista comercial está ótimo.
Animals
Rawr, amiguinhos! Mas olha só que grata surpresa esta canção como sucessora de Maps no álbum, aqui temos uma prova de que Adam Levine faz os seus vocais serem inconfundíveis e, gente, essa letra toda trabalhada no sexo selvagem é pra derrubar um forninho de tanto amor. É boa? Não boa a ponto de me fazer estuprar o replay, confesso, mas talvez eu volte um pouco mais do que o necessário na parte que o Mr. Levine dá aquele icônico uivo. Ui-vo. Ui.
It Was Always You
Mas eu tenho uma paixão por baladinhas que só poderia ser explicada com a ressurreição de Freud para uma análise camarada comigo, que provavelmente duraria horas. Me pegou de jeito, sabe o lance de estuprar o replay? Sou um baita safado com essa música nesse sentido. O nosso vocalista de voz anasalada faz a música mudar a partir dos 1:20 e te dá aquela sensação de “Meu Deus a música tá começando agora e já estava tão bom!”. A letra da canção fica na melosidade já conhecida da banda, mas cada vez que ele falar “It Was Always YooOoOoOu-OoOoU” você vai repetir com certeza. Uma pena que foi lançada como promo single, seria um ótimo single.
Unkiss Me
Chegamos naquela parte do álbum onde o Adam lamenta por ter se apaixonado por aquela garota lá da faixa anterior e pede pra ela devolver os beijos dele. Um tantim difícil não, Adam? As batidas são repetitivas e, sinceramente, quase irritantes, mas a gente perdoa, música de dor de cotovelo é pra ser essa coisa toda mesmo.
Sugar
Mas gente? Pegaram birthday da Katy Perry e deram um ~slow down~ maroto, foi isso? Os vocais agudos do refrão dão à faixa um certo equilíbrio já que ela passa basicamente sendo a mesma coisa do início ao fim. Eu amo bridges porque elas sempre aparecem quando já estamos cansados dos refrões e da canção como um todo por isso sempre acho de muito bom gosto colocar uma bridge bem feita e que tenha contraste como neste caso.
Leaving California
Sair da zona de conforto é sempre bem-vindo. No caso de Leaving California é muito mais do que bem-vindo, é uma música leve que cumpre o papel de ser aquelas faixas do meio que te fazem não desistir de terminar de ouvir o álbum. Em alguns momentos quase soa pop country, mas não te faz esquecer que é puramente pop.
In Your Pocket
Para mim, o ponto alto do álbum. Não lançar In Your Pocket como single é um erro fatal que eu prefiro acreditar que eles não cometerão. Batidas de tambor mesclam com batidas de palmas, uma letra forte e completamente atual dá uma cara nova ao que estamos ouvindo. “Me mostre o seu telefone em seu bolso, garota. Deveria ser bem fácil se você não tivesse nada para esconder” é quase uma DR cantada e os pedaços jogados na música “Show me yours, I'll show you mine” definitivamente deixam a faixa irresistível para os ouvidos. PELAMORDIDEUZ QUERO CLIPE.
New Love
Com certeza devem existir pessoas que amam esta faixa, porém, eu não consigo sentir nada especial nesta que mais parece uma bonus track jogada estrategicamente depois de uma com potencial de smash hit. É meh? Não, tem uma bridge bem interessante para os meus ouvidos.
Coming Back For You
Uma música da banda Maroon 5 poderia ser conhecida das mais variadas formas, uma delas, claro, é pela voz de seu vocalista, mas é inegável que a fórmula de uma para a outra é bem similar. Coming Back For You parece ser o Yang de It Was Always You e fazer parte de uma linha do tempo de uma história que está sendo contada. A melodia é uma delícia e a velocidade com que ela se desenvolve a torna mais interessante como mid-tempo.
Feelings
Uma das músicas com mais cara de banda do “V”. Os vocais agudos de Adam Levine estão mais evidentes e isto, claro, é mais uma vez um bom sinal. Eu desafio você a ouvir a canção inteira e não ficar cantarolando nem mentalmente “I got this feeeeeeeelings for youuu!”. É uma das minhas preferidas e eu ainda estou apaixonado por ela.
My Heart Is Open (Feat. Gwen Stefani)
O ponto mais baixo do álbum na minha opinião. As definições de pedância foram atualizadas, não tem como não ouvir essa música sem entender perfeitamente que ela foi colocada aqui para soar como uma nova baladinha romântica chiclete, uma tentativa de “Just a Fool”. Fico tão revoltado da colaboração com a Gwen Stefani ser justamente esta canção que dá tilt no meu cérebro. Um desperdício (e aposto como vão tentar promover isso).
Shoot Love
Chegamos na parte das bonus tracks da versão deluxe. Shoot Love é uma repetição incansável e nem mesmo os vocais agudos pincelados na faixa a salvam. A mudança de ritmo da parte da bridge pro fim dá uma animada que logo se acaba. Sim, esta faixa é meh.
Sex and Candy
Única faixa não autoral do álbum, é de uma outra banda chamada Marcy Playground e prova que uma banda famosa pode sim fazer um cover e soar bem original. A suavidade da faixa causa uma calmaria quase retrô aos ouvidos.
Lost Stars
A faixa puramente de Adam Levine feita para ser solo traz uma sensação de início de carreira, não que seja ruim, muito pelo contrário. É um contraste bastante interessante com o resto do álbum, que você não apenas pode como deve conferir:
Em suma, o álbum é sim bom e não nos deixa completamente na mão sem músicas para chamarmos de nossas quando tocar naquela festa e o álcool estiver dançando lepo lepo em nosso corpo. O que realmente pode chatear alguns fãs da banda desde o início (eu) é a falta de envolvimento dos outros membros na criação do álbum, visto que Adam assina praticamente todas as músicas e produções das mesmas com alguns outros hitmakers. Isso me lembra o que Robin Antin, formadora do grupo G.R.L. (as novas “The Pussycat Dolls”) disse uma vez, que o motivo para a banda se chamar G.R.L era simplesmente porque não existe “I” (eu) em uma banda. E não existe mesmo, o resultado de um monopólio é sempre o fim do grupo, não é mesmo PCD?
LUTO: queria apenas finalizar este post com as minhas condolências a todos os familiares, amigos e principalmente fãs da banda G.R.L que perdeu nesta sexta-feira uma de suas integrantes, Simone Battle, que faleceu tragicamente.
“Your smile can light up New York City after dark”

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